“O homem de sucesso é o que viveu bem, riu muitas vezes e amou bastante; que conquistou o respeito dos homens inteligentes e o amor das crianças; que galgou uma posição respeitada e cumpriu suas tarefas; que deixou este mundo melhor do que encontrou, ao contribuir com uma flor mais bonita, um poema perfeito ou uma alma resgatada; que jamais deixou de apreciar a beleza do mundo ou falhou em expressá-la; que buscou o melhor nos outros e deu o melhor de si." Robert Louis Stevenson

terça-feira, 29 de julho de 2014

COMBATENDO ABSTRAÇÕES

No Brasil não há a cultura de que cada um é o defensor da lei. E a lei é hostilizada e fica enfraquecida. Vai-se contornando o problema, enquanto ele domina toda a sociedade. Palavrório substitui a eficiência.
Após várias manifestações no país desencadeadas em massa há um ano, algumas demandas foram desengavetadas pelo Congresso Nacional e outras voltaram à gaveta na medida que as manifestações iam se dispersando ou esfriando.
O que aconteceu na Copa do Mundo é bem simbólico. Faz-se um minuto de silêncio e depois o jogo continua. Após um lance genial de um jogador a intensa vaia se cala subitamente. Há décadas assistimos menores matando e roubando com uma crueldade muito além de sua idade, políticos e autoridades corrompendo o sistema e Instituições políticas sendo corroídas pela inércia e omissão daqueles que deveriam repelir a corrupção e agir em defesa da democracia.
Alguns dizem que nosso país não tem mais jeito. Engano, a sociedade está perdida porque resistimos em repensar nossos valores com imparcialidade, olhando primeiro para o erro do outro e depois para o nosso. Já banalizamos a violência, a morte e lamentavelmente nos habituamos a conviver com a corrupção, com a imoralidade, como algo normal e aceitável. Quando apenas ficamos no sofá sem nenhuma ação como cidadãos de bem, estamos nada menos do que aceitando qualquer desvio de conduta. Enquanto isso, o país houve toda semana autoridades e legisladores discursando sobre endurecer as leis.
Mas apenas endurecer as leis resolveria num país de mal educados? O mensalão foi um grande escândalo sobre corrupção no Brasil. Mas diariamente convivemos com pequenos desvios que nada mais são do que pequenos atos de corrupção e fingimos não ver e não queremos ouvir a respeito. Continuamos a passar o sinal fechado, estacionar sobre a calçada ou na vaga do deficiente, jogamos o lixo no chão, fazemos barulho ao vizinho, ignoramos a faixa de pedestre, furamos a fila. Em suma, enfraquecendo a lei que quer que nos proteja. Fingimos que a corrupção está apenas em Brasília, ignorando que ela pode estar dentro da nossa casa.
A perda de valores da sociedade leva a degradação social que precisa ser combatida dentro de casa. Os desvios de conduta precisam ser repelidos a partir da família e não apenas reprimidos pelo Estado.
O baderneiro virou manifestante, o corrupto em perseguido político, o crime virou criminalidade. É diário o problema da corrupção, a reação dura um minuto de silêncio e o jogo continua. Não se combatem coisas concretas. Combatem-se abstrações. Combate-se a corrupção e não o corruptor.
Artigo publicado Jornal Destaque - Edição 1944 24.07.2014

sexta-feira, 11 de julho de 2014

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Advertência

Precisamos fugir da tendência de ficar arrastando esses pequenos cadáveres ... Se eu tivesse ido, se eu tivesse feito, se eu fosse ... se eu falasse ...
As vezes temos que ser relativista. Eu não consegueria viver apenas com o fatalismo. Gosto de autores Proscritos como Fernando Pessoa, Mário Quintana e Jsé Saramago.
Estou a caminho. Faz-se caminho na caminhada. Também, creio que a verdade não é estástica. A vida, com toda complexidade, não comporta dogmas engessados e fundamentos inamovíveis. A aventura está em poder descobrir algo novo a cada momento da vida e isso é fantástico.
 

Vestir a Vida ...


segunda-feira, 7 de julho de 2014

segunda-feira, 23 de junho de 2014

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Uma reflexão

Os perversos da sociedade são aqueles seres narcisistas e, como tal, vazios, que se alimentam na energia vital e da seiva do outro. O perverso narcisista depende dos outros para viver; sente-se impotente diante dos problemas, por isso, agarra-se a outra pessoa como verdadeira sanguessuga. Esta espécie é movida pela inveja, e seu objetivo é roubar o fruto do trabalho das pessoas. Como sujeito megalômano, o perverso tem um senso grandioso da própria importância, é absorvido por fantasias de sucesso ilimitado de que ele sozinho resolveria ou faria melhor. Acredita ser especial e singular, pensa que tudo lhe é devido; em excessiva necessidade de ser admirado, e age como um vampiro. Não tem empatia, são críticos ferinos; sentem prazer em criticar os outros, assim, provam-se onipotentes, diante da nulidade dos outros e superiores ao trabalho alheio. São incapazes de elogiar quando algo dá certo. Vazios e despossuídos de subjetividade, os perversos são seres irresponsáveis;  por isso, ocultam-se, jogando os seus erros e limitações nos outros.  Afinal, tudo que acontece de errado não tem nada a ver com ele próprio. Esse é o erro perverso do cotidiano e que dificulta a solução dos problemas da sociedade.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Antes de atirar a primeira pedra ...

Aos reclamões de plantão da insatisfação da injustiça social, tão condenada na tradição...
Consumismo e materialismo te fascinam? Perco horas do meu descanso trabalhando de graça para tentar resolver problemas de pessoas que não conheço, enquanto muitos estão resolvendo todos os problemas do mundo em frente da novela ou do computador fazendo centenas de críticas ao trabalho alheio.
Gasto quanto tempo de minha vida engajado no trabalho em vez de falas vazias? Entristeço-me ao perceber que a reclamação e a crítica generalizada ocupam o lugar do trabalho e da vontade de trabalhar pela mudança.
Divulgo bisbilhotices? Nutro um prazer mórbido de conversar sobre fracassos alheios? Fantasio histórias inverídicas sobre a vida particular dos outros?
O problema não é a crítica, mas a Critica sem amor e a fala com recalques.
Sou verdadeiro no que falo. Vivo sem compromisso com o politicamente correto que se funda na hipocrisia.
Caminho sob a bandeira da gratidão, constantemente reconhecido das inúmeras pessoas que me deram a mão, investiram, perdoaram e cuidaram de mim. E que sem elas eu não seria quem sou hoje.
Só depois desse olhar introspectivo alguém pode ser atrever a sentar na cadeira do julgador e sentenciar pela crítica.
Os problemas sociais não desaparecerão se continuarmos em frente da TV ou do computador. Só por nossa participação nas entidades e associações civis que poderá haver mudança de verdade.
Carlos Brito